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Uma dor sem nome

  • 28 de nov. de 2024
  • 1 min de leitura


Onde está meu inferno criativo?

Só consigo criar na tragédia e na dor?

Vou inventar a dor, pois sem ela não existo

Sou pessoa de dores, não sou pessoa de amores

Vejo a morte, crio no silêncio

Abuso de mim, desacredito do amor

A lua não vejo, vejo a sombra do medo

A luz da verdade, a margem da vida

O inexistente, o nada

Minha pele se machuca, se belisca, sangra

É ela que sente a dor que não nomeio

Meu corpo reclama, minha cabeça é tonta

Minhas mãos falam alto,

Minha boca cala, minha mente agita

Meus pés não andam

Me desfaleço por tanto e por nada

 A alma dança, lenta e sem vida

 A dor ri, gargalha

Se inspirando na felicidade atrasada...

 

                                                                               Dulce Scalzilli

 


 
 
 

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